Bolo

Meu amor,

Essa é a primeira carta que te escrevo, tenho certeza de que ainda serão muitas, pois sou da palavra escrita, tudo acontece mais facilmente quando escrevo, mesmo que agora te mande áudios de 8 minutos, bêbados e sóbrios, de bom dia e de boa noite. Não há nada mais que mobilize essa carta além da saudade do que ainda não vivemos – olha que meme-clichê -, porque nunca te vi e sempre te amei, o filme nem é essas coisas, mas o título é perfeito demais para nós. Agradeço todos os dias esse amor e esse encontro, porque almas assim que se amam no primeiro olhar e depois seguem se amando todos os dias, não encontramos em qualquer lugar, como pode o fim de mundo ser tão absurdamente louco. Quero uma vida com você, Helena, fazer uma loucura por você, voltar para casa sem um sapato, quero nem saber o motivo, mas tem que acontecer. Conto os dias para esse encontro e te mando presentinhos porque agora é só isso o que importa: seguirmos vivas. Te amo.

Ps: quando puder, dê um abraço no Vilso por mim, ele já foi incluído nos nossos planos, até o asilo onde vamos morar um dia.

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