Expelir

Bom dia, Helena, escrevo todos os dias para ver se consigo expelir tudo o que me habita, ainda sufoco nesse caos de sentimentos e memórias e histórias não contadas que há tanto me acompanham. É uma presença absoluta, massacrante, difícil encontrar uma fresta que seja, me sinto em Brilho Eterno fugindo em busca do vazio que me permita silenciar. Falo sobre dores e medos e apocalipses porque é tudo o que carrego desde sempre, queria encontrar um lugar no espaco-tempo que fosse de alegria e leveza, talvez crie um para mim. Deveria começar a escrever sobre tudo o que eu poderia ter sido e não fui, nunca tive sequer uma chance, uma infância em super 8 com risadas e colo e aquele ar de que vai dar tudo certo. Não quero mais falar sobre isso, mas ainda há tanto a expurgar, a culpa é sempre da mãe, mas obviamente do pai, e cansei de ser mãe e pai e a família e a santíssima trindade toda. Cansei de ser tudo, Helena.

2 pensamentos sobre “Expelir

    • Bom dia, Glória, tudo bem? Como eu já comentei em outros momentos, aqui no blog faço um exercício de escrita terapêutica, colocar em palavras o que carrego comigo. É um processo muito bonito e que me ajuda muito a elaborar todos os meus sentimentos. E, sim, há muita tristeza, a maior parte eu nem coloco em palavras.
      Entendo que essa tristeza toda reverbera bastante aí em você e espero que você possa também lidar e ficar bem. Bjos, Máira.

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