BSB

Hoje pensei naquela festa em que tomamos chá em xícaras de porcelana e cachaça no gargalo da garrafa, vestidas em baby doll, beijos alternados e intermináveis, amores e dramas que só os jovens são capazes de produzir, um carro antigo com bandeira verde-amarela de caveira, quando isso ainda poderia significar algo interessante e não odioso. Pensei numa calcinha branca de presente, usada, porque essa era a graça, mergulhos na piscina, marcas no pescoço e pouca ou nenhuma vergonha. Tudo era possível mesmo nada sendo permitido, a cada dia uma nova contravenção, uma nova possibilidade mesmo que repetissem que não. Hoje lembrei de mim, e nem feliz eu era. Mas achava que podia ser, uma montanha russa de sentimentos e vivências e sonhos e dores. Hoje lembrei de mim.

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